terça-feira, 30 de agosto de 2011

Aos mandatários público‏


Senhor mandatário público, veja estas rimas, que aqui conto em verdades, sou orgulhoso servidor público, que só trabalha com vontade, mas meu salário é marcha lenta, não tenho outra atividade. Sai um ano, entra outro, meu mero ganho aumenta pouco, tenho casa mulher e filho, minha vida muda pouco, não consigo pagar as contas, que nem centavo fica de troco. Faço extra pelo fiado, ou pago sempre quando puder, eu não quero caviar, mas não sou nenhum qualquer, já sonhei com dias melhores, sobrevivo enquanto Deus quer.
Senhor mandatário público, seja sensível e cauteloso, ninguém trabalha com fome, por mais que seja corajoso, só quero o que é meu de direito, não quero ser nenhum famoso. Tem dias que fico pensando: Meus filhos irão pra faculdade, também poderão ser doutores, pra crescerem com igualdade, mas se o destino mudar o rumo, não venderei minha dignidade. Orgulho-me de ser servidor, meu histórico pode provar, sou brasileiro com muita honra, se preciso me ponho a lutar, quero um dia contar história, por isso só quero trabalhar.
Senhor mandatário público, seu poder é passageiro, seu gordo salário vem de meu sangue, e de outro brasileiro, pra você ter carro importado e ter conta no estrangeiro. Eu não quero ser só mais um, me aposentar e ficar na praça, ir pra fila da farmácia, você sorri da minha desgraça, viaja pra tudo o que é lado, faz do povo uma carcaça. Minha previdência não é privada, meus amigos não são corriola, é tudo gente trabalhadora, que não vivem na sua cola, só queremos o que é nosso, não aceitamos jamais sua esmola.

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